Só se salvaram Galipolo e o BC

 

Gabriel Galípolo (foto) começou 2025 sob a desconfiança de que dobraria o Banco Central aos desejos de Lula.

O receio era tal que o presidente do BC combinou com o antecessor, Roberto Campos Neto, de agendar em dezembro de 2024 dois aumentos da taxa básica de juros para o início do ano.

O medo se justificava pelo passado acadêmico de Galípolo, ligado a economistas heterodoxos como Luiz Gonzaga Belluzzo, mas principalmente pela forma irresponsável como Lula e os petistas jogaram retoricamente com o BC comandado por Campos Neto.

Os lulistas passaram dois anos empurrando para o indicado por Jair Bolsonaro a culpa pela Selic alta, na tentativa de desviar a atenção da irresponsabilidade do governo com as contas públicas.

Era de se temer, portanto, que Galípolo poderia se dobrar às pressões do governo, mas o fato é que a Selic está há meses em 15% ao ano, o maior patamar da história, e o presidente e os diretores do BC se mostram inabaláveis na missão de combater a inflação sem a ajuda de mais ninguém.