A verdade sobre a frase “Se não tem pão que comam brioche “

“Se não têm pão, que comam brioches!”. Ela teria sido dita por Maria Antonieta durante sua coroação, em 1774, quando soube que o povo das províncias francesas não tinha pão para comer. Tudo isso, porém, não passa de lenda.

É consenso entre os historiadores que a rainha nunca disse a frase, que acabou sendo usada contra ela durante a Revolução Francesa. Mas como é que esse dito foi parar na boca de Maria Antonieta? A pista mais provável vem do livro Confissões, do filósofo francês Jean-Jacques Rousseau, publicado pela primeira vez em 1778. Lá ele diz: “Recordo-me de uma grande princesa a quem se dizia que os camponeses não tinham pão, e que respondeu: ‘Pois que comam brioche’”. Os registros históricos disponíveis, entretanto, mostram que, na época de sua coroação, Maria Antonieta se preocupava com a situação dos pobres.Numa de suas cartas à mãe, ela chega a comentar o alto preço do pão. E acrescenta: “Tendo visto as pessoas nos tratarem tão bem, apesar de suas desgraças, estamos ainda mais obrigados a trabalhar pela felicidade deles”.

Essa versão parece ser a mais verossimel e acabou virando consenso entre os historiadores.Como é consenso também agora entre o que sobrou de imprensa séria neste País ,  que a classe politica,ou a maior parte dela, se comporta atualmente como verdadeiras ” Marias Antonietas “da  versão falsa  dos brioches.

Eles querem que o povo definitivamente ” se lasque ” e que, caso não tenham dinheiro para as picanhas,que comam “abrobas”!

Na nossa região, nenhuma cidade passou incólume nos aumentos salariais de politicos e funcionários públicos.Nenhuma !

E tome obras de caráter duvidoso, compras  suspeitas à granel , contratos forjados e contratações sem as devidas cautelas e licitações, graças ao grande advento das emendas pix.

No caso especifico da cidade,um exemplo da “preocupação ” que a classe politica tem para com seu povo ,  acontece no próximo dia 22 de março ,  num evento grandioso ( e fechado ao público )onde serão homenageados diversos politicos “de peso “na região e algumas outras personalidades.

É uma realização, para dizer o minimo ,  imprudente  da nobre classe dirigente, sabendo-se que a cidade e a maioria dos seus habitantes  enfrentam  momentos de dificuldades e apreensão com o quadro que está se desenhando na economia, especialmente no agronegócio.

Extra-oficialmente –  já que a informação exata muito dificilmente se consegue- comenta-se que há cerca de 8 mil inadimplentes em relação ao pagamento dos lotes adquiridos nos vários lançamentos imobiliários dos 4 últimos anos. Sintoma mais do que claro  de que a cidade carece de um programa habitacional para a classe trabalhadora, algo que há muito não se faz  em Matão. E sinal também que a administração que for assumir a partir de 2025 ,  já que virá aquinhoada com altos  salários, terá que ter um pouco mais de empatia para com  o seu povo, cortando gastos desnecessários e atuando com responsabilidades redobradas no sentido de atrair mais empregos de qualidade.

Quanto à festança do dia 22 no Vila Dorana, mal comparando, há realmente uma certa semelhança com o famoso “Baile da Ilha Fiscal ” , o último do Império para o qual os historiadores têm  a seguinte definição : O baile teve um requinte incomum para a coroa brasileira, que era enxuta. O Palacete foi intensamente decorado, em seus jardins foram montadas duas mesas, em formato de ferradura, onde foi servido um jantar para 500 dos 4 500 convidados, sendo 250 em cada uma. Iguarias incomuns como o sorvete e o faisão foram servidas.O jantar oferecido teve pratos incomuns para a época e bebidas alcoólicas importadas.Uma banda, instalada a bordo do “Almirante Cochrane”, o navio homenageado, tocou valsas e polcas madrugada adentro.” ( no caso local,as músicas serão as contemporâneas que fazem grande sucesso :”O menino de vó vai deixar vovó ”  e “Bota a cabra pra berrar,bé,bé,bé “).

Deus queira que os politicos participantes não estejam “dançando sobre um vulcão ” como aconteceu com aquela famosa festa, já que 6 dias depois  , caiu o Império. Dentro de pouco mais de 6 meses haverá eleições municipais  e os personagens do Vila Dorana, quase todos procurarão renovar seus mandatos  contando  para isso com os votos do povão excluido da festa ,  mesmo sendo ele  o responsável, de maneira direta ou indireta, pelo pagamento do regabofe lançado no próximo carnê do IPTU. Póóóó!!!